quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Ai os calores

Descobri que um filho de um amigo do meu pai é giro que se farta. Mas ao nível em que basta olhar mais que três segundos para começarem a sentir a vossa roupa a pipocar, sabem? Um ruivo meio aloirado, de olhinho claro e veste-se bem para carago.

E agora pergunto-me: porque é que os meus pais não fazem jantarzinhos entre as famílias, hum? Se fossem uns pais decentes, todo o sendo domingo havia de ter aquele gajo a jantar lá em casa, porra. Que pedacinho, valha-me a nossa senhora dos calores.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Às vezes dá-me para falar de coisa séria

Sabem o que é que eu não entendo? Porque é que as crianças quando são retiradas aos pais, não vão logo para uma lista de adoção. Uma coisa é os pais os quererem e estarem a lutar por condições para os voltarem a ter com eles, outra coisa é a estupidez que muitos pais fazem, em que não os querem mas não querem que sejam adotados.

A minha mãe conta muita vez uma história. Quando os meus pais meteram o primeiro processo de adoção (para a je, portanto) foram visitar uma instituição.
E a minha mãe conta sempre a coisa assim: um menino, de oito anos, moreno e de olhos meiguinhos chamado Moisés, agarrou na mão do meu pai e perguntou:
- És tu que vais ser meu pai? Posso ir hoje contigo?
Imaginam o que a minha mãe chorou? É que eu fico sempre de lágrima no olho quando ela me conta, imagino o que é ter visto aquela cena. 

E porque é que o Moisés ainda estava na instituição? Porque os pais, que nunca o visitavam, não davam autorização para que ele fosse para a lista de adoção. Segundo a assistente social, ele ia ali ficar até fazer os dezoito anos e tinha uma carência afetiva que era uma coisa louca. Tudo o que ele queria era uma família.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Vinde ver a miúda

Estão preparados para verem a coisinha mais fofa de sempre, estão? Pois bem, apresento-vos a Cookie!





Vocês não imaginam o quão feliz eu fui rodeada de tanto cão aos saltos por me ver ali. E o quão triste fiquei por me virem embora e eles lá ficarem.

Quanto à Cookie, assim que chegou a casa do avô comeu, bebeu e cagou. E depois pôs-se a correr pela casa fora de rabito a abanar. Já mudou a disposição de uns tapetes e a avó já lhe deu um chinelo velho, que ela fez questão de abanar até se desequilibrar e cair. 
O meu avô, que é uma pessoa super contida, não fez uma festa enorme como eu faria, mas agarrou-a logo e vi-lhe as lágrimas nos olhos, até me deu vontade de chorar porra.

Pelo menos ainda me dá para gozar

Viro-me para a minha mãe e digo:
- Olha, descobri que tenho um tipo de gajos.
Ela- Um tipo?
Eu- Sim, um tipo. Por exemplo, há lá uma gaja na escola que só namora com ruivos. Tem um tipo de gajo que gosta.
Ela- Ah... então e qual é o teu?
Eu- Cabrões.

Ela achou que aquilo era uma piada infeliz, eu até que me ri um bom bocado.

Ai o meu queração

Vou buscar a cadelinha daqui a pouco. Na verdade, até trago as duas (são duas irmãs) porque a outra vai para uma senhora aqui de Coimbra e eu vou servir de correio. 

Mas a cena é: como é que eu vou sair de lá sem trazer os cães todos atrás de mim?!

A minha mãe acha que eu vou ficar a lá viver ou que ainda trago um ou dois no bolso. A cena é que estou a ponderar trazer mesmo o carro cheio. Juro-vos, o meu coração não vai aguentar tantas coisinhas fofas à espera de uma casa e de miminhos.

Ajudem a pariga!

Gente, preciso da vossa ajuda. Vou dar uma cadelinha ao meu avô e ele incumbiu-me de lhe dar nome. O problema é tenho ótimas ideias mas tudo para macho.

E portanto ponde esses neurónios a funcionar que preciso de um nome para uma cadela. Assim uma coisa quase tão fixe como o meu futuro Da Vinci. (há que dizer que, apesar da minha mãe não estar para aí virada, ainda não perdi a esperança de arranjar um cão para fazer companhia ao monstro das bolachas lá de casa).

Muito obrigada, depois digo-vos o nome que escolhi e quiçá, meto aqui umas fotos da bichinha.

E isto somos nós

Anteontem estava em chamada com a outra Patrícia e eu estava a passar por um momento complicado. Digamos que estava a precisar de ajuda para responder a uma pessoa e não fazia ideia do que lhe havia de dizer. 
Então, digo:
- Ai e agora, o que é que eu lhe respondo?

Uma pausa de dez segundos e a gaja diz muito distraída:
- Ai bicha quando era pequenina bati de cu e às vezes ainda me dói o cóxis, acreditas?!

Ri. Ri muito mesmo. Meus caros, é por estas e por outras que nós juntas somos a perfeição. Não há nada como estas duas retardadas juntas, vos garanto.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Haja paciência

A minha vizinha do lado chegou a casa e começou a abrir o portão. Dona Kika, armada em parva, decidiu ir ladrar à mulher, feita parva.
Eu chego à rua e digo:
- É favor vir já para casa! - obviamente que estava a falar para a cadela, não é...
A mulher com ar de cabra: Está a falar para mim?
Eu- ah não, não! Para a cadela... Boa noite!

O que é que a gaja respondeu? Nada. Virou-me as costas e entrou em casa. Puta, ainda por cima é burra para carago. Quer dizer, a cadela a ladrar ao lado e ela a perguntar-me quem é que eu estava a mandar entrar em casa... 
Realmente eu devia era ter dito "sim, estou  a falar para si. É favor entrar em casa para a cadela parar de ladrar". Oh senhores, que paciência, porra.