sábado, 30 de agosto de 2014

Mau, mau...

Comprei um batom vermelho mate. Como sou branquinha (embora agora nem tanto) e tenho o cabelo aos caracóis curto e tal, dizem que me fica bem o batom vermelho, e eu até gosto de ver.
Mas pronto, comprei um mate. Obviamente que fica muito mais vermelho que os normais. Meti-o quando cheguei a casa, só para experimentar. O meu pai passa por mim e diz:
- Oh, o que é essa coisa horrível? Epá isso é mesmo vermelho, credo.

Mandei-o foder e disse-lhe que também não tinha intenção de partilhar o batom com ele, para estar descansado. 
Mas que raio de mania! Eu também não comento o facto de ele tomar banho em perfume e de intoxicar meia cidade.

Estou a ficar uma menina, que triste

Apesar de a minha auto-estima andar pela rua da amargura outra vez, no outro dia fiz a compra mais rápida e mais feliz da minha vida. Um vestido perto, largo, super simples, com um pormenor nas costas mesmo giro.

Na segunda vou a uma reabertura de um bar aqui, de um amigo do pai, e vou de vestidinho preto, batom vermelho e salto alto. Porra, até parece uma gaja decente! E, espantem-se, não me sinto um trambolho alado dentro do vestido. Acho que atingi o ponto alto da minha vida.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Ah tá

A minha madrinha gosta tanto de mim e repara tanto em mim, que me viu  a última vez há coisa de dois meses e hoje quando me viu, exclamou:
- Já te passou a fase das borbulhas!

... há alguns anos, mas ok.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Oh senhores

O meu pai manda-me ir comprar uma coisa a um supermercado aqui perto. Recomendações?
- Tem cuidado a atravessar a passadeira!

Pedi à minha mãe para lhe explicar que eu já não tenho 6 anos.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Porra pá!

Tive de tirar o brinco do furo que fiz. Porquê? Porque o senhor fez-me aquilo tão bem feito, que tinha o furo torto. Atrás estava mais alto, e o espigão do brinco não chegava lá bem, e portanto estava suuuuper apertado. Tão apertado que atrás estava a ficar com a orelha negra.

Estava cheia de dores atrás por estar tão apertado e a minha mãe, a tentar folgar a coisa, tirou-me o brinco. E depois, quem é que o conseguiu voltar a enfiar? Eu tentei, e tentei, e tentei, mas o buraco atrás ainda estava muito fechado. E deitei sangue, e as dores eram tantas que ao fim de não-sei-quanto-tempo naquela vida, tive uma quebra de tensão e comecei a sentir-me muito mal. 

Tirei a merda do brinco, agora ainda estou cheia de dores mas vou deixar o buraco fechar totalmente e voltar a fazer. Mas estou mesmo chateada porra!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Caredos pá

Fui ao dentista terminar as duas desvitalizações. O gajo quis fazer tudo no mesmo dia e levei anestesia dos dois lados (adorei) e agora estou aqui toda mocada.
Ainda por cima a do lado esquerdo não estava a pegar, senti a agulha a tocar no nervo (e dói muuuuito!) e pumbas, toma lá mais anestesia. Duas seringas de anestesia nesta bela menina e o resultado é:
- Não consigo pestanejar muito bem;
- Comecei a tremer imenso e a ficar bué fraca mas agora já estou a melhorar;
- E tenho sono. Muuuito sono. Tanto sono que estava quase a adormecer no balcão da receção, enquanto eperava pelo papel. E eu juro que me tentei controlar mas os olhos fechavam-se sozinhos e eu estava sem força nenhuma.

Ainda por cima, tendo em conta experiências anteriores e a julgar pela quantidade de vezes que fui picada desta vez, quando o efeito da anestesia passar vou estar cheia de dores. Agora, se me dão licença, vou-me deitar.

E hoje estou toda molenga

Estava eu no ginásio, no step a fazer uma cena tipo agachamentos mas com uma perna de cada vez (eu tenho a certeza que isto tem um nome mais simples mas não me apetece ir procurar) e desequilibrei-me.  Ora, ao desequilibrar-me, ia caindo para cima de uma gaja que estava ao meu lado, de costas para mim, noutra máquina. Para não me estatelar contra a gaja começo a bracejar só naquela de apanhar equilibrio e durante três segundos parecia uma atrasadinha mental. 

Equilíbrio recuperado, começo a olhar à volta para ver se alguém se tinha apercebido daquilo. Nada. Ótimo. Olho para a frente e tinha o treinador, numa cadeira, a rir-se compulsivamente. Pelo menos foi só ele.

domingo, 24 de agosto de 2014

Esta ultrapassou a do preto...

Ontem a famelga foi ao shopping porque o puto queria comprar roupa.

Entro na Lefties e encontramos um casal amigo dos meus pais.  Conversa para aqui, conversa para ali, e eu encosto-me a um expositor de roupa que, em cima, tinha um pau com uma placa de plástico a dizer "Promoção". A conversa continuava e a Patrícia, a apanhar seca, continuava a brincar com o pau, girando-o para um lado e para o outro.

Nisto, sem querer levanto aquela porra e a parte de plástico solta-se, desmanchando-se toda. Com o susto grito:
- Ai merda! - as pessoas à minha volta olharam todas neste momento.
E a seguir a isso ouve-se um barulhão danado, com as partes de plástico a caírem no chão. E toda a gente, mas toda a gente que estava naquela loja ficou a olhar para mim.
Eu, envergonhada e super atrapalhada, resolvo tentar emendar a coisa e o que é que eu faço? Abano o pau no ar, qual rainha a acenar, e desculpo-me:
- Estava a experimentar.
E foi aqui que toda a gente se começou a rir. Toda a gente naquela bendita loja. Incluindo os meus pais e o casal amigo, que devia ter ficado bastante bem impressionado comigo.

Entretanto vem um empregado a correr para me ajudar a montar aquela porra e eu, a rir-me que nem doida, ainda tenho a lata de dizer:
- Se for preciso ajuda a desmontar a loja, é só chamar! Em dez minutos deito-lhe a casa abaixo.
Ele- Davas-me jeito há um mês atrás (que a loja esteve em remodelações).

A minha mãe diz que a partir de agora nunca mais sai comigo para lado nenhum, que só a faço passar vergonhas. E passou o resto da noite a dizer "desencosta!" sempre que eu sonhava em aproximar-me de algum expositor. Mas quando é que eu começo a ser normal?!