quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Henri Charrière

Acabou. Sinto-me tão vazia. A minha vida não faz mais sentido. Isto é demasiado complicado. Demasiado profundo. Agora não sei que caminho escolher.
Estou a brincar. Mas acabei ontem de ler Papillon e fiquei toda nostálgica.  Foi, sem dúvida, um dos melhores livros que já li.
Como eu já tinha dito, é a história de um preso que se tenta evadir vezes e vezes sem conta. E o melhor é que isto é mesmo verdade. É mesmo escrito por ele. É como se estivéssemos a ler uma memória. Ele relata dias horríveis na solitária onde até era mordido por ratazanas e centopeias. Ele conta torturas que viu e como morreram os amigos dele. É um livro fantástico.
E no fim de ler esta maravilha, e ao saber que é tudo real, que não é inventado, fiquei com tanta vontade de falar com o raio do homem (ele já morreu mas pronto).

E o fim do livro é assim:

Mas, é claro, não se reconstrói uma vida como se costura um botão. E se hoje, vinte e cinco anos passados, estou casado, tenho uma filha e vivo feliz em Caracas como cidadão venezuelano, isto deve-se a muitos outros acontecimentos, a sucessos e fracassos, mas sempre como homem livre e cidadão correto. Talvez um dia conte estas últimas aventuras, bem como outras histórias pouco banais que não couberam nesta narrativa...

E fiquei com tanta vontade de esmiuçar a vidinha do homem. Acho que nunca tinha ficado tão presa a um autor como este. Henri Charrière.

8 comentários:

Briana Marques disse...

deve ter sido um livro fantástico

Carolina Pereira disse...

Parece-me interessante =)

Gugalanna disse...

Parece ser um óptimo livro.

Mel Pereira disse...

Agora também eu fiquei curiosa. :)

somaijum disse...

Estás a esquecer o mais importante:
O Capitão Dreyfus foi condenado e preso injustamente, vítima de denúncias, calúnias e interesses obscuros.

Aricia disse...

Tenho que ir às estantes do namorado ver se ele tem lá esse livro!

somaijum disse...

Para o caso de estares interessada na origem do livro e, mais tarde, do filme Papillon.
Mais uma vez, podes abrir o link, que não te deixo links para o meu blog.

Green disse...

Gostei desse pequeno excerto, parece realmente interessante.